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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O DESERTO DE CADA UM!

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  • Todos os grandes homens de Deus, cuja história e atuação conhecemos pela leitura da Bíblia Sagrada,
    não começaram suas vidas nas escolas palacianas, e sim nos desertos. O deserto ensina e molda, o palácio dá conhecimento e sufoca.

    A vida do patriarca Abraão foi marcada por vicissitudes, encarando inimigos, buscando alinhar os planetas com o seu sobrinho Ló, mantendo compreensível relação com sua mulher Sara, que queria filhos e não os tinha, salvando-se pela promessa cumprida de Deus, mas, além e acima de tudo, Abraão preservou a fé e foi chamado de amigo de Deus. Seja assim com todos nós.

    Moisés. Se não tivesse caráter, jogaria o jogo da política palaciana para preservar-se no poder; manteria ocultas suas origens com negação do seu povo. O deserto deu-lhe a oportunidade de rever os valores aprendidos no Egito; se já era humano, diferente da casta dos faraós, tornou-se ainda mais humano convivendo sob as tendas de Jetro, mais tarde, seu sogro. Não podemos nos esquecer que a providência divina deu-lhe uma ama que não por acaso, era sua própria mãe Joquebede (Êx.6.20) que com certeza não poupou esforços para que ele preservasse a lembrança de quem era.

    Moisés no deserto. Foram 40 anos de idas e vindas sob o sol ou sob o frio da madrugada, momentos que desenvolveram nele a dureza do ferro, uma austeridade não conseguida na vida palaciana. Familiarizou-se com a região por onde mais tarde conduziria o povo de DEUS.

    Moisés e o encontro com Deus (Êx. 3). Que Deus está em toda parte, disso não temos dúvida quando por Isaias disse: ”O céu é o meu trono, e a terra o estrado dos meus pés” (Is.66:1), portanto, Deus é comumente encontrado onde o desejam.

    O deserto faz de nós, homens e mulheres, capazes de enfrentar as agruras da vida sem se dobrar sob o choro do sentimento de impotência.

    Elias o tisbita. Quem foi profeta como ele? Claro que nos assuntos bíblicos não se pode dar nota aos atos de cada um para compará-los, visto que todos foram usados por Deus dentro de um contexto histórico. Por exemplo: Quem não gosta do Micaias, filho de Inlá, e da sua postura como homem de Deus diante do rei Acabe, contrapondo-se aos seus propósitos, quando quase 400 profetas falavam com a mesma voz, a favor do rei e da sua intenção? Micaías era outro que não dormia no palácio (1 Rs 22.1-28)..

    O deserto foi a forja de Elias. No deserto não havia guloseimas para comer, João Batista que dissesse algo a respeito, todavia, o sustento de Deus era garantido como ele garante o nosso. Os corvos tiveram seus nomes trocados em nosso tempo. Deus permanece fiel. Sobre os trajes? Ele e João Batista compraram na mesma boutique.

    Elias foi o único homem profeta que ousou profetizar a Acabe usando o seu próprio nome como autoridade:: “...Vive o SENHOR, Deus de Israel, em cuja presença estou que nestes anos, nem orvalho nem chuva haverá segundo a minha palavra”. Corajosamente, enfrentou a corrupção do rei e sua mulher Jezabel, que conseguiram transformar o culto de Javé e para Javé, em um danoso culto a Baal, deus canaanita, fazendo muitos seguidores, corrompendo os sacerdotes do Senhor.

    Os grandes feitos de Elias estão registrados, para que possamos confiar mais. O Deus de Elias se deu a conhecer ao mundo com o nome de Jesus. É o nosso Apóstolo e Sumo Sacerdote.

    João Batista. Pelas poucas informações que temos a respeito dele, muito cedo deixou a casa dos pais para viver no deserto. Quem quantificou o valor de João em relação aos demais profetas não foi qualquer estudioso da Bíblia, foi o próprio Senhor Jesus que a respeito dele disse: “E eu vos digo que, entre os nascidos de mulheres, não há maior profeta do que João Batista; mas, o menor no Reino de Deus é maior do que ele”.

    A vida confortável dos grandes centros e as oportunidades oferecidas têm afastado muitos do convívio da igreja, ou se frequentam com alguma assiduidade é uma vida cristã totalmente isolada ou egocêntrica. Ninguém quer compartilhar a sua fé, cujo compartilhamento só entendemos com ações eficazes para beneficiar os que precisam de algum socorro. A isto, chamamos de mordomia cristã. Somos e devemos ser mordomos fieis dos bens confiados a nós, dados por Deus por sua graça e bondade.

    Enfimse quisermos reforma, esta precisa começar em cada um de nós de maneira evidente, capaz de promover fascínio sobre os que passam pela nossa vida, lembrando sempre que vaidade pessoal não combina com a humildade lembrada por Jesus ao falar de João Batista.

    A lição que extraímos é bem simples. Se para a sociedade você vale quanto pesa em termos de posse e conhecimentos, para Deus você vale o quanto renuncia pelo Reino de Deus. Poucos crentes se dispõem a uma vida de renúncia, e essa é a razão da escassez em virtudes e poder que a Bíblia disponibiliza como ferramenta para engrandecimento da obra do Evangelho.



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